Os seres humanos separam uns aos outros por categorias.
Separam homens por raça, separam por cor, separam por sexo e condição sexual.
Separam por cargo, por profissão e ainda separam-se em hierarquias.
Os religiosos se separam em fiéis, em hereges, e em doutrinadores.
O países se separam em norte e sul, em desenvolvidos, em subdesenvolvidos e em emergentes.
Separamos as pessoas por idade, por escolaridade, por classe.
Separamos pessoas por dinheiro e por interesse.
Separamos as pessoas que amamos daquelas que apenas gostamos.
Separamos em família e amigos.
O ser humano separa tudo que for diferente entre ele e seu semelhante.
Você é isto, e eu sou aquilo.
A parte sem o todo não é parte. E o todo sem a parte não é o todo. Já dizia Gregório.
Separando-se, partes sentindo-se o todo, esquecem-se que são partes.
E de tanto separar,
Se parar,
Acaba sozinho.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Deus
Perdi o controle.
Agora saio do zero absoluto de Kelvin,
para os milhares de graus centígrados de Anders Celsius (e vice-versa)
- em alguns segundos.
Consigo dançar e estar triste ao mesmo tempo.
Consigo amar e não sentir nada.
Consigo ler e não entender uma só palavra.
Consigo fingir tudo o que sou.
Debato filosofia sem conhecer nenhum filósofo.
Analiso a questão política nacional sem ler os noticiários.
Vendo produtos que nunca provei, e garanto satisfação total.
Invento coisas que nunca sairão do papel.
Cheguei a conclusão de que não sei mais qual é meu personagem.
De tanto me imitar, não sei mais quem imitar.
Desesperado. E sim, angustiado.
Meu personagem não gosta de falar que está triste,
Uma vez que isso mostra fraqueza. E as pessoas sabem cutucar suas feridas.
Principalmente as abertas.
Já não sei mais se minhas alegrias, são apenas formas de fingir que algo está bem.
Desconheço a origem do meu problema. Matematicamente não sei a solução.
Matematicamente, tudo deveria ser proporcional (direta ou inversamente).
Não vejo proporções.
Pecado é sentir tristeza em meio a tanta felicidade.
Mas Deus, se estou assim, só Você sabe a resposta.
Porque Você é o que a matemática não descreve,
E aquilo que os homens não entendem.
Preciso de Você. Agora, em cada poro da minha alma.
Agora saio do zero absoluto de Kelvin,
para os milhares de graus centígrados de Anders Celsius (e vice-versa)
- em alguns segundos.
Consigo dançar e estar triste ao mesmo tempo.
Consigo amar e não sentir nada.
Consigo ler e não entender uma só palavra.
Consigo fingir tudo o que sou.
Debato filosofia sem conhecer nenhum filósofo.
Analiso a questão política nacional sem ler os noticiários.
Vendo produtos que nunca provei, e garanto satisfação total.
Invento coisas que nunca sairão do papel.
Cheguei a conclusão de que não sei mais qual é meu personagem.
De tanto me imitar, não sei mais quem imitar.
Desesperado. E sim, angustiado.
Meu personagem não gosta de falar que está triste,
Uma vez que isso mostra fraqueza. E as pessoas sabem cutucar suas feridas.
Principalmente as abertas.
Já não sei mais se minhas alegrias, são apenas formas de fingir que algo está bem.
Desconheço a origem do meu problema. Matematicamente não sei a solução.
Matematicamente, tudo deveria ser proporcional (direta ou inversamente).
Não vejo proporções.
Pecado é sentir tristeza em meio a tanta felicidade.
Mas Deus, se estou assim, só Você sabe a resposta.
Porque Você é o que a matemática não descreve,
E aquilo que os homens não entendem.
Preciso de Você. Agora, em cada poro da minha alma.
domingo, 17 de abril de 2011
Pedaço de pão

Tem poesia querendo sair.
Tem palavras desconexas sussurrando na minha cabeça.
Assim como alguém que não quer nada.
Cada uma me comprimenta, dá um sorriso e se vai.
Elas querem minha iniciativa.
Elas sabem que não quero mais ouvir,
não quero mais bater meu coração.
Elas me mostram um outro personagem.
Pois então, suas vadias,
Fiquem com esse pedaço de pão!
Levem minhas poesias,
Meus pensamentos, sentimentos, e tudo o que encontrarem.
Vocês sabem que logo me arrependerei.
Logo estarei sozinho, com meus livros, computador e músicas.
Amanhecendo amassado assim como todos os dias.
Sabem que ainda amo.
Nunca viram alguém morrendo de amor,
Mas sabem que as pessoas morrem facilmente.
terça-feira, 29 de março de 2011
Trecho de Romaria
"Sou capiria pira pora
Nossa Senhora de Aparecida,
Ilumina a mina escura e funda
o Trem da Minha Vida"
Nossa Senhora de Aparecida,
Ilumina a mina escura e funda
o Trem da Minha Vida"
quarta-feira, 9 de março de 2011
Um minuto no fim
Deus porque me colocastes aqui?
Porque sou transparente como a chuva,
Porque o dinheiro vale mais do que o sorriso.
Porque o álcool, o delírio, vale mais do que o dinheiro.
E porque é tudo banal.
Porque as pessoas não amam pessoas.
E do pão, faz-se o pó.
E do pó solidão.
Estou no meio de muitos,
Mas me sinto completamente sozinho.
Porque amigos não nos pertencem,
Eles são amigos.
Porque sou transparente como a chuva,
Porque o dinheiro vale mais do que o sorriso.
Porque o álcool, o delírio, vale mais do que o dinheiro.
E porque é tudo banal.
Porque as pessoas não amam pessoas.
E do pão, faz-se o pó.
E do pó solidão.
Estou no meio de muitos,
Mas me sinto completamente sozinho.
Porque amigos não nos pertencem,
Eles são amigos.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Vácuo
De repente tudo paira no ar,
Tudo flutua imerso na poeira.
O peixe, o barco e o mar.
Todos perdidos na cegueira.
Antes a pressão dos pulmões.
Agora o vácuo (ideal).
Sem vibrações, sem cores, sem som.
Sem enfeites na árvore de Natal.
E tudo perde a razão,
- Não que algo faça sentido.
Mas ouvir o coração,
e amar o que está perdido.
E que ódio tenho do amor!
Que não me deixa uma brecha pro entendimento.
Que só existe, quando existe dor.
Quando razão, é enlouquecimento.
Tudo flutua imerso na poeira.
O peixe, o barco e o mar.
Todos perdidos na cegueira.
Antes a pressão dos pulmões.
Agora o vácuo (ideal).
Sem vibrações, sem cores, sem som.
Sem enfeites na árvore de Natal.
E tudo perde a razão,
- Não que algo faça sentido.
Mas ouvir o coração,
e amar o que está perdido.
E que ódio tenho do amor!
Que não me deixa uma brecha pro entendimento.
Que só existe, quando existe dor.
Quando razão, é enlouquecimento.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Correndo na chuva
Hoje saí na chuva.
E a chuva saiu em mim.
Lavou o peito,
choveu meus olhos.
Hoje corri na rua.
Senti as pernas, e o meu sangue.
Senti o ar invadindo meus pulmões,
Senti vida.
Eu que não sinto.
Eu que não choro.
Eu tenho medo da dor.
Mas a chuva não machuca.
E na chuva correndo,
percebi que eu estou no mundo.
E que o mundo está em mim.
Na chuva, vivendo.
- Para Camila
E a chuva saiu em mim.
Lavou o peito,
choveu meus olhos.
Hoje corri na rua.
Senti as pernas, e o meu sangue.
Senti o ar invadindo meus pulmões,
Senti vida.
Eu que não sinto.
Eu que não choro.
Eu tenho medo da dor.
Mas a chuva não machuca.
E na chuva correndo,
percebi que eu estou no mundo.
E que o mundo está em mim.
Na chuva, vivendo.
- Para Camila
domingo, 17 de outubro de 2010
Vento
Toda tempestade um dia termina.
E o vento que soprava teus cabelos,
Louvando-os como rainha,
Um dia cessa.
E os cata ventos param de girar.
E tudo que era movimento,
um dia para.
Por isso cuidado meu bem!
Porque um dia se é rei e rainha,
no outro servo e escravo.
Mas saiba, que o vento pode ser evocado.
Basta pensar bem forte,
e soprar meu nome.
Porque o simples sopro dos teus lábios,
é o que basta para que minhas muralhas desabem,
Minhas tempestades recomecem,
Meus tornados, desastres, e tudo que me atormenta volte.
Não entendo porque sou tão ligado em você,
Nem porque Deus quer que eu encare todos estes desafios.
Só sei que vou levando a vida,
seguindo o rumo do vento.
Então, se um dia uma brisa tocar teu rosto,
Pode ser que seja eu pensando em você.
Ou simplesmente a natureza levando seus dias...
E o vento que soprava teus cabelos,
Louvando-os como rainha,
Um dia cessa.
E os cata ventos param de girar.
E tudo que era movimento,
um dia para.
Por isso cuidado meu bem!
Porque um dia se é rei e rainha,
no outro servo e escravo.
Mas saiba, que o vento pode ser evocado.
Basta pensar bem forte,
e soprar meu nome.
Porque o simples sopro dos teus lábios,
é o que basta para que minhas muralhas desabem,
Minhas tempestades recomecem,
Meus tornados, desastres, e tudo que me atormenta volte.
Não entendo porque sou tão ligado em você,
Nem porque Deus quer que eu encare todos estes desafios.
Só sei que vou levando a vida,
seguindo o rumo do vento.
Então, se um dia uma brisa tocar teu rosto,
Pode ser que seja eu pensando em você.
Ou simplesmente a natureza levando seus dias...
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Desabafo
Será que darei conta de tudo?
Tanta responsabilidade, tanta coisa pra fazer,
tanta pressão por resultados.
Falta tanto tempo.
E agora que preciso de coragem,
sinto medo.
Medo porque não sei como vou estar amanhã.
Será que consiguirei?
O peso dos meus sonhos agora cai sobre meus ombros.
FORÇA! CORAGEM! GARRA!
(Só um desabafo bobo).
Tanta responsabilidade, tanta coisa pra fazer,
tanta pressão por resultados.
Falta tanto tempo.
E agora que preciso de coragem,
sinto medo.
Medo porque não sei como vou estar amanhã.
Será que consiguirei?
O peso dos meus sonhos agora cai sobre meus ombros.
FORÇA! CORAGEM! GARRA!
(Só um desabafo bobo).
sábado, 28 de agosto de 2010
Quase
Eu que gosto de café forte,
De música alta,
de pimenta do reino,
de leite com açúcar e Toddy.
Eu que sempre tento tocar extremos,
Ter tudo ou ter nada,
Viver nos limites.
Tenho quase uma vida feliz,
Se não fosse por uns e outros detalhes,
Sou quase um bom amigo,
Se tivesse mais tempo para cultivar amizades.
Sou quase um bom amante,
Se eu não matematizasse tudo.
Fui quase tudo.
Continuo sendo quase.
Não gosto de café quase forte,
Nem de pimenta pouco apimentada,
Não gosto de quase beijos,
Nem de amor quase intenso.
Quero tudo!
Por inteiro!
Mas, sou tudo quase nada.
De música alta,
de pimenta do reino,
de leite com açúcar e Toddy.
Eu que sempre tento tocar extremos,
Ter tudo ou ter nada,
Viver nos limites.
Tenho quase uma vida feliz,
Se não fosse por uns e outros detalhes,
Sou quase um bom amigo,
Se tivesse mais tempo para cultivar amizades.
Sou quase um bom amante,
Se eu não matematizasse tudo.
Fui quase tudo.
Continuo sendo quase.
Não gosto de café quase forte,
Nem de pimenta pouco apimentada,
Não gosto de quase beijos,
Nem de amor quase intenso.
Quero tudo!
Por inteiro!
Mas, sou tudo quase nada.
domingo, 8 de agosto de 2010
Copos
Meu copo está cheio.
O mesmo copo, que há algum tempo,
esteve coberto por teias e poeira.
É que encheram meu copo.
Deixaram a água na boca,
e ela ainda ondula,
e transborda.
Ela escorre na face de vidro,
- que agora é transparente.
Porém um copo cheio,
se quebra mais fácil, do que um copo vazio.
Eu nunca vi um copo colado com super bonder,
Nem mesmo com durepox.
Até porque copos são baratos.
São substituíveis.
E descartáveis.
Copos se parecem com corações.
O mesmo copo, que há algum tempo,
esteve coberto por teias e poeira.
É que encheram meu copo.
Deixaram a água na boca,
e ela ainda ondula,
e transborda.
Ela escorre na face de vidro,
- que agora é transparente.
Porém um copo cheio,
se quebra mais fácil, do que um copo vazio.
Eu nunca vi um copo colado com super bonder,
Nem mesmo com durepox.
Até porque copos são baratos.
São substituíveis.
E descartáveis.
Copos se parecem com corações.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Vinho
Me enfastiei de vinho.
Me cansei das conversas,
das novas tendências,
das outras pessoas.
Não suporto levianidades,
não discuto moda,
não tenho interesse em saber
como foi a sua última festa.
Não me soma, saber seu somatório.
Quantos pontos fez na prova,
Com quantos transou na última noite,
ou quantos dias faltam para sua próxima viagem.
Não me sento a mesa para beber cerveja,
com quem já provou que não partilha minhas revoluções.
Na falta de companhia, beberei sozinho.
Antes só do que mal acompanhado.
E chega de vinho!
Desejo me manter longe de tudo isso.
De tudo que pareça superficial,
De tudo isso que é transitório.
De tudo que dure de um segundo a mil anos.
Tenho minhas loucuras, note: minhas.
São minhas, não faço questão que as acate.
Sempre confiei e investi nestas,
e raras vezes fiquei na mão.
Me cansei das conversas,
das novas tendências,
das outras pessoas.
Não suporto levianidades,
não discuto moda,
não tenho interesse em saber
como foi a sua última festa.
Não me soma, saber seu somatório.
Quantos pontos fez na prova,
Com quantos transou na última noite,
ou quantos dias faltam para sua próxima viagem.
Não me sento a mesa para beber cerveja,
com quem já provou que não partilha minhas revoluções.
Na falta de companhia, beberei sozinho.
Antes só do que mal acompanhado.
E chega de vinho!
Desejo me manter longe de tudo isso.
De tudo que pareça superficial,
De tudo isso que é transitório.
De tudo que dure de um segundo a mil anos.
Tenho minhas loucuras, note: minhas.
São minhas, não faço questão que as acate.
Sempre confiei e investi nestas,
e raras vezes fiquei na mão.
sábado, 5 de junho de 2010
Coração
Acho que tenho um coração.
De carne, sangue e algum tipo de sentimento.
Minha fraqueza, perdição.
Meu coração.
De carne, sangue e algum tipo de sentimento.
Minha fraqueza, perdição.
Meu coração.
domingo, 16 de maio de 2010
Mecanismos
Ainda continuo sorrindo,
contando piadas e cantarolando no banheiro.
O problema é o que estou sentindo,
Fica me perseguindo o tempo inteiro.
É essa mania de decifrar sorrisos,
Estudar entonações e interpretar olhares.
Essa mania de matematizar tudo que conheço,
de tornar todas almas vulgares.
Assustei quando descobri,
Que em meio tantas jogadas,
Havia algo que pulsava entre
blefes de cartas, caras ensaiadas.
Espero que meu 'sistema' não rejeite esse 'corpo estranho',
Como tem feito todas as últimas vezes.
Embora seja a forma de deixar o sistema invulnerável,
e ao mesmo tempo frio, matemático, mecanizado.
contando piadas e cantarolando no banheiro.
O problema é o que estou sentindo,
Fica me perseguindo o tempo inteiro.
É essa mania de decifrar sorrisos,
Estudar entonações e interpretar olhares.
Essa mania de matematizar tudo que conheço,
de tornar todas almas vulgares.
Assustei quando descobri,
Que em meio tantas jogadas,
Havia algo que pulsava entre
blefes de cartas, caras ensaiadas.
Espero que meu 'sistema' não rejeite esse 'corpo estranho',
Como tem feito todas as últimas vezes.
Embora seja a forma de deixar o sistema invulnerável,
e ao mesmo tempo frio, matemático, mecanizado.
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