É março, é outono.
É o nublado, o frio.
Chuvas incansáveis e finas.
É o vazio, o aperto no peito.
É lembrança, é fotografia.
É som do vento na janela.
Dos filmes nas tardes de domingo.
Das missas das 7.
Dos sorrisos jovens.
Me paro e me questiono,
Terei nascido velho?
Sou um jovem atípico.
Daqueles que gostam de bons livros,
De água sem gás, ou uma coca-cola gelada.
Que gosta do carinho, com retorno amanhã.
Escuto Bossa, Guns'n'Roses e Chopin.
Estudo engenharia e faço poesia.
Sou um eterno outono.
Por vezes o frio aparente,
ou o calor das lareiras.
Mas assim, sempre meio apagado,
Meio nublado.
Não sou triste.
Sou assim, porque sou.
Devo ter nascido com algum neurônio desconectado.
Ou conectado errado.
Já criei várias teorias tentando me explicar.
Mas vejo que pessoas são inexplicáveis.
Mais uma vez, me pego escrevendo sobre mim.
Diria, um assunto desinteressante.
Em 6 bilhões de pessoas no planeta,
Essa é mais uma das tentativas de entender apenas uma.
Sem resultados.
No meio desse formigueiro humano,
Sou uma formiga diferente.
Que quer fazer a diferença.
Que diferença?
Talvez seja questão de outros outonos.
domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Coração
Aquiete-se coração insano,
Não entende que não pode ver?
Bata tranquilo dentro do peito,
Que aquela moça você não pode ter.
Não pode porque não pode,
Não me questione mais o porquê.
Se não consegues pensar,
Não posso ouvir você.
Ela não liga para seus pulos,
e você ainda a ama sem razão.
Tente não se debater muito,
para não me machucar, meu coração.
Não entende que não pode ver?
Bata tranquilo dentro do peito,
Que aquela moça você não pode ter.
Não pode porque não pode,
Não me questione mais o porquê.
Se não consegues pensar,
Não posso ouvir você.
Ela não liga para seus pulos,
e você ainda a ama sem razão.
Tente não se debater muito,
para não me machucar, meu coração.
terça-feira, 24 de março de 2009
Esperança
Dizem que a esperança é a última a morrer,
Mas já começo a pensar que ela é imortal.
Para os cegos, a esperança de começar a ver,
Para os loucos, a esperança de ser normal.
Até para a morte - bem morrida,
a esperança mínima de um reencontro.
Para morte, um pingo de vida.
Para o infinito, a possibilidade do ponto.
Um sentimento tão nobre e puro,
Mas que sem querer consegue machucar,
É a agonia de correr para o futuro,
É uma forma torturante de amar.
Quando pensar que algo finalmente acabou,
Quando todo mundo se for, e você ficar,
Pense que se há a esperança é porque o fim não chegou,
E para a esperança, o único remédio é esperar.
sexta-feira, 13 de março de 2009
O gole
Tome um gole dessa insensatez,
que a vida é curta para pausar.
Minha poesia é liberdade, é nudez,
é a carne crua exposta ao ar.
É o ranger de dentes,
é a contração muscular,
Poeta que não lê mentes,
Apenas finge amar.
Tome um gole de uma vez,
Sem pensar, sem demorar,
É efêmera essa embriaguez,
A maior loucura é te amar.
domingo, 8 de março de 2009
Testamento
Como uma carta de despedida,
Sinto que escrevo como se não o pudesse amanhã.
Como que lutando contra o curso da vida,
fazendo de tudo para não ter uma vida vã.
Se pudesse deixar uma mensagem para o mundo,
Deixaria um pedido de desculpas.
Não sei o porquê, nem para quê.
Não entendo qual foi o erro,
E acho que não devo desculpas.
Mas é como se um anjo suspirasse em meus ouvidos
- "Apenas peça perdão."
E assim o faço.
Espero que me perdoem, por um erro que ainda não sei qual.
Talvez um dia eu saiba a razão.
Ou talvez descubra que são apenas desvaneios do coração.
Sinto que escrevo como se não o pudesse amanhã.
Como que lutando contra o curso da vida,
fazendo de tudo para não ter uma vida vã.
Se pudesse deixar uma mensagem para o mundo,
Deixaria um pedido de desculpas.
Não sei o porquê, nem para quê.
Não entendo qual foi o erro,
E acho que não devo desculpas.
Mas é como se um anjo suspirasse em meus ouvidos
- "Apenas peça perdão."
E assim o faço.
Espero que me perdoem, por um erro que ainda não sei qual.
Talvez um dia eu saiba a razão.
Ou talvez descubra que são apenas desvaneios do coração.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Sobre o João.
Oi João,
Olha só como sou seu amigo!
Olha só como estou feliz!
Olha só como eu tenho amigos!
- Você não tem amigos João.
Você diz ser tudo, e não é nada.
Pelo menos é um nada que dá trabalho.
Hoje te deram as costas de novo,
Talvez seja verdade que ninguém goste de conversar com você.
Talvez seja um erro escrever isso sobre uma pessoa.
Mas já parou de pensar,
que todo mundo é um João no final?
Todos estão sorrindo,
Mas choram por dentro.
Já te olharam por cima,
Já te trataram como um verdadeiro nada.
Já te repudiaram, sendo que podiam tentar entender.
Ninguém gosta de entender João, aprende isso.
Todos gostam de sentir.
O que você pensa , é, ou sente não importa.
Infelizmente mais um na multidão.
Multidão de uns.
Todos são assim,
se tapeiam, tentando enganar a si próprios.
Mas não muda.
É a vida.
Olha só como sou seu amigo!
Olha só como estou feliz!
Olha só como eu tenho amigos!
- Você não tem amigos João.
Você diz ser tudo, e não é nada.
Pelo menos é um nada que dá trabalho.
Hoje te deram as costas de novo,
Talvez seja verdade que ninguém goste de conversar com você.
Talvez seja um erro escrever isso sobre uma pessoa.
Mas já parou de pensar,
que todo mundo é um João no final?
Todos estão sorrindo,
Mas choram por dentro.
Já te olharam por cima,
Já te trataram como um verdadeiro nada.
Já te repudiaram, sendo que podiam tentar entender.
Ninguém gosta de entender João, aprende isso.
Todos gostam de sentir.
O que você pensa , é, ou sente não importa.
Infelizmente mais um na multidão.
Multidão de uns.
Todos são assim,
se tapeiam, tentando enganar a si próprios.
Mas não muda.
É a vida.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Não sei
Sentimentos confusos,
cada dia mais confusos,
cada hora mais indecisos,
em cada esquina um novo tom,
em cada rua uma nova cor.
Batimentos cardíacos constantes,
Chuvas que não molham,
Fogo que não queima.
Vozes difusas,
assim como sentimentos,
tão confusas.
Lágrimas não são doces.
Poemas não são textos.
Palavras não são palavras,
São sentimentos.
Solidão de alguns minutos,
ainda é solidão.
Se sentimentos são confusos,
não surpreende que palavras também sejam.
Confusão, lápis jogados,
Papéis caídos,
livros rasgados,
corações corroídos.
cada dia mais confusos,
cada hora mais indecisos,
em cada esquina um novo tom,
em cada rua uma nova cor.
Batimentos cardíacos constantes,
Chuvas que não molham,
Fogo que não queima.
Vozes difusas,
assim como sentimentos,
tão confusas.
Lágrimas não são doces.
Poemas não são textos.
Palavras não são palavras,
São sentimentos.
Solidão de alguns minutos,
ainda é solidão.
Se sentimentos são confusos,
não surpreende que palavras também sejam.
Confusão, lápis jogados,
Papéis caídos,
livros rasgados,
corações corroídos.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Papel
Que estado de espírito estranho,
incoveniente atormenta o corpo,
Quando diante do papel em branco,
Preparo para despejar palavras,
- Não menos incovenientes.
Sabe um segredo?
Poeta não chora.
Não ri de verdade.
Não vive o agora,
Não sente saudade.
Apenas ama.
O resto é fingimento.
Maldito fingidor.
Não finge porque quer.
Pra mim, soa castigo.
Tudo que sente precisa ir para o papel.
Senão enche o peito.
Desespero.
Não pode chorar ou sorrir pra aliviar.
Escreve.
Escravo.
Escritor.
incoveniente atormenta o corpo,
Quando diante do papel em branco,
Preparo para despejar palavras,
- Não menos incovenientes.
Sabe um segredo?
Poeta não chora.
Não ri de verdade.
Não vive o agora,
Não sente saudade.
Apenas ama.
O resto é fingimento.
Maldito fingidor.
Não finge porque quer.
Pra mim, soa castigo.
Tudo que sente precisa ir para o papel.
Senão enche o peito.
Desespero.
Não pode chorar ou sorrir pra aliviar.
Escreve.
Escravo.
Escritor.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Sobre mim
Percebi que todas minhas palavras são mudas,
Minhas músicas prediletas continuam sendo as mesmas,
Meus autores preferidos não mudaram,
Meus amigos... ah! Esses sim ficaram diferentes.
Alguns sumiram, outros apareceram, e uns dois ou três continuaram.
Apesar de tudo parecer igual,
Meus gostos a cada dia tomam uma nova forma,
Tive cachorros que morreram e por isso hoje tenho outro.
Pessoas amadas morreram, outras nasceram.
Namoradas passaram, outras vieram.
Compreendi, por isso que mulher não se entende, se sente.
Nunca esqueci que crianças gostam de brinquedos
- Prometi a mim mesmo quando pequeno não deixar de lembrar;
Sei que pessoas são diferentes, e isso precisa se respeitar,
Aprendi que quanto mais se exibe o amor, mais se é desprezado.
Assustei, tentando entender porque ninguém gosta do agradável.
A Felicidade ainda não existe.
- Muito boa para pobres mortais ainda tão imperfeitos.
A ciência muda. E porque não? A surda também muda.
Tudo passa. Você passa. Sua juventude passa. A dor também passa.
- Por isso seja bem vindo aos álbuns de fotografia de família do futuro.
Meus erros? Escondo. Mas guardo em um lugar que eu sempre me lembre deles. Sempre.
Não me esqueço de errar. Errar não é tao ruim assim.
Gosto de dormir e acordar tarde. Embora me sinta bem quando acordo cedo.
Não sei se ronco. Nunca escutei.
Gosto do Sol, desde que não me queime a pele.
Espero ansiosamente o fim de tudo,
E quando este chega quero voltar ao começo.
E sou essa bagunça.
Minhas músicas prediletas continuam sendo as mesmas,
Meus autores preferidos não mudaram,
Meus amigos... ah! Esses sim ficaram diferentes.
Alguns sumiram, outros apareceram, e uns dois ou três continuaram.
Apesar de tudo parecer igual,
Meus gostos a cada dia tomam uma nova forma,
Tive cachorros que morreram e por isso hoje tenho outro.
Pessoas amadas morreram, outras nasceram.
Namoradas passaram, outras vieram.
Compreendi, por isso que mulher não se entende, se sente.
Nunca esqueci que crianças gostam de brinquedos
- Prometi a mim mesmo quando pequeno não deixar de lembrar;
Sei que pessoas são diferentes, e isso precisa se respeitar,
Aprendi que quanto mais se exibe o amor, mais se é desprezado.
Assustei, tentando entender porque ninguém gosta do agradável.
A Felicidade ainda não existe.
- Muito boa para pobres mortais ainda tão imperfeitos.
A ciência muda. E porque não? A surda também muda.
Tudo passa. Você passa. Sua juventude passa. A dor também passa.
- Por isso seja bem vindo aos álbuns de fotografia de família do futuro.
Meus erros? Escondo. Mas guardo em um lugar que eu sempre me lembre deles. Sempre.
Não me esqueço de errar. Errar não é tao ruim assim.
Gosto de dormir e acordar tarde. Embora me sinta bem quando acordo cedo.
Não sei se ronco. Nunca escutei.
Gosto do Sol, desde que não me queime a pele.
Espero ansiosamente o fim de tudo,
E quando este chega quero voltar ao começo.
E sou essa bagunça.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Sobre tiros e rosas
Sentado em minha escrivaninha,
Ainda machucado por tiros antigos,
Deixo meu coração sangrar no papel.
Um papel, um lápis, uma luz indireta.
E minhas mãos.
- Meus instrumentos, anestésicos.
Seu retrato.
Agora virado.
Não tenho coragem de jogá-lo fora.
Mas também não quero olhar para ele.
Não merecia sangrar por ele.
Não merece.
Tudo que ele me passa,
é sobre outra pessoa.
Infelizmente eu a amo.
Aquela pessoa.
Ela não existe mais.
Já procurei em lábios distintos,
em olhares apaixonantes,
em sorrios dilacerantes,
em toques suaves.
Não a encontro.
Prometi a mim mesmo, nunca mais pensar nela.
Mas na promessa já estava pensando.
Não vale uma palavra.
Nem mesmo um batimento mais forte no peito.
Definitivamente,
Me cansei dos meus anestésicos.
De agora em diante tentarei mais uma vez.
Costurar minhas feridas,
Cicatrizá-las,
e tatuar um nome diferente em cima.
Mesmo que tudo me mostre você novamente.
Não vou mais continuar mais com essa burrice, idiotice, asnice e outros tantos "ices".
Não pingará mais uma gota de sangue.
Ainda machucado por tiros antigos,
Deixo meu coração sangrar no papel.
Um papel, um lápis, uma luz indireta.
E minhas mãos.
- Meus instrumentos, anestésicos.
Seu retrato.
Agora virado.
Não tenho coragem de jogá-lo fora.
Mas também não quero olhar para ele.
Não merecia sangrar por ele.
Não merece.
Tudo que ele me passa,
é sobre outra pessoa.
Infelizmente eu a amo.
Aquela pessoa.
Ela não existe mais.
Já procurei em lábios distintos,
em olhares apaixonantes,
em sorrios dilacerantes,
em toques suaves.
Não a encontro.
Prometi a mim mesmo, nunca mais pensar nela.
Mas na promessa já estava pensando.
Não vale uma palavra.
Nem mesmo um batimento mais forte no peito.
Definitivamente,
Me cansei dos meus anestésicos.
De agora em diante tentarei mais uma vez.
Costurar minhas feridas,
Cicatrizá-las,
e tatuar um nome diferente em cima.
Mesmo que tudo me mostre você novamente.
Não vou mais continuar mais com essa burrice, idiotice, asnice e outros tantos "ices".
Não pingará mais uma gota de sangue.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Eu e meus botões
Cá eu e meus botões...
E agora você, que me lê.
Ando pensando muito.
De tanto pensar e de pouco agir.
Aliás, penso porque não ajo.
Queria que o passado ressurgisse,
das cinzas que o vento levou,
e a terra engoliu.
Mas de passado, quem vive é museu.
É isso que me angustia,
me crucifica lentamente.
A incerteza do futuro.
Tenho mania de criptografar,
de desmachar em um quebra-cabeça,
os meus sentimentos.
Queria que alguém entendesse.
O teatro continua,
mas e se eu não estiver na platéia?
E se ninguém mais assistir a peça?
O teatro continua?
Queria respostas,
para as minhas equações da vida.
Soluções, conjuntos verdade.
Mas vejo que pra cada incógnita,
obtenho mais uma equação.
E assim prossegue.
Queria apenas ser como todos são.
E não esse ser estranho, que não sabe nem mesmo falar sobre si mesmo.
Que madruga buscando palavras para amenizar dores,
e escrevendo textos que ninguém entende, e quase ninguém lê.
A diferença entre o louco e o são,
é apenas o crédito, ou o descrédito de forma inversa.
O louco diz o que quer e ninguém dá atenção,
O são se auto-flagela engolindo palavras para não ser taxado de louco.
É isso que eu queria escrever.
Mais como um desabafo mesmo.
E agora você, que me lê.
Ando pensando muito.
De tanto pensar e de pouco agir.
Aliás, penso porque não ajo.
Queria que o passado ressurgisse,
das cinzas que o vento levou,
e a terra engoliu.
Mas de passado, quem vive é museu.
É isso que me angustia,
me crucifica lentamente.
A incerteza do futuro.
Tenho mania de criptografar,
de desmachar em um quebra-cabeça,
os meus sentimentos.
Queria que alguém entendesse.
O teatro continua,
mas e se eu não estiver na platéia?
E se ninguém mais assistir a peça?
O teatro continua?
Queria respostas,
para as minhas equações da vida.
Soluções, conjuntos verdade.
Mas vejo que pra cada incógnita,
obtenho mais uma equação.
E assim prossegue.
Queria apenas ser como todos são.
E não esse ser estranho, que não sabe nem mesmo falar sobre si mesmo.
Que madruga buscando palavras para amenizar dores,
e escrevendo textos que ninguém entende, e quase ninguém lê.
A diferença entre o louco e o são,
é apenas o crédito, ou o descrédito de forma inversa.
O louco diz o que quer e ninguém dá atenção,
O são se auto-flagela engolindo palavras para não ser taxado de louco.
É isso que eu queria escrever.
Mais como um desabafo mesmo.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Apenas palavras
Tento alcançar a leveza do ar,
mas minhas palavras são pesos no meu coração.
Tento no seu mundo me amarrar,
mas minhas palavras são asas para a imensidão.
Tão arrogantes e exibicionistas,
Só sabem falar ao seu próprio respeito,
Contrapondo minhas concepções otimistas,
Só vêm para dilacerar o meu peito.
Completando a transmutação,
elas levam consigo pro papel,
acreditando ser a minha salvação,
meu espaço reservado no céu.
Mas ainda cá continuo,
ainda escrevendo como um escravo,
saciando o meu vício para qual isinuo,
rosnando como um cão bravo.
Minha amiga voltou,
e me faz companhia,
Você me machucou,
mas é você quem eu queria.
mas minhas palavras são pesos no meu coração.
Tento no seu mundo me amarrar,
mas minhas palavras são asas para a imensidão.
Tão arrogantes e exibicionistas,
Só sabem falar ao seu próprio respeito,
Contrapondo minhas concepções otimistas,
Só vêm para dilacerar o meu peito.
Completando a transmutação,
elas levam consigo pro papel,
acreditando ser a minha salvação,
meu espaço reservado no céu.
Mas ainda cá continuo,
ainda escrevendo como um escravo,
saciando o meu vício para qual isinuo,
rosnando como um cão bravo.
Minha amiga voltou,
e me faz companhia,
Você me machucou,
mas é você quem eu queria.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Insensatez
Descubro coisas que nunca pensei saber.
Sinto sentimentos que nunca pensei amar.
Escrevo palavras que nunca pensei escrever.
Experimento novidades que nunca pensei provar.
Carrego comigo um pedido de perdão,
Do tamanho dos meus erros,
Erros que cometi, e erros que cometerei.
Não tenho medo de errar,
Para o erro existe o perdão.
Aliás, pretendo errar,
Quero sentir a poesia de cada erro.
Perdoe-me aliás, pelas minhas frases desconexas,
Palavras que parecem desligadas,
Faço versos sem sentido, mas nunca sem sentimento.
Sinto sentimentos que nunca pensei amar.
Escrevo palavras que nunca pensei escrever.
Experimento novidades que nunca pensei provar.
Carrego comigo um pedido de perdão,
Do tamanho dos meus erros,
Erros que cometi, e erros que cometerei.
Não tenho medo de errar,
Para o erro existe o perdão.
Aliás, pretendo errar,
Quero sentir a poesia de cada erro.
Perdoe-me aliás, pelas minhas frases desconexas,
Palavras que parecem desligadas,
Faço versos sem sentido, mas nunca sem sentimento.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Palavras de um bebum
OH! Não se assuste em vão,
tentei por anos essa proeza,
Queria estar bebado e ouvir meu coração,
quando ele quer destruir a beleza.
Me odeio por tentar rimas idiotas,
alguns irão contar minhas métricas,
Mas venho para fazer notas,
não esculturas geométricas.
Bebum, pude ver as máscaras.
Analisar cada uma bem devagar.
Ninguém sabe disso,
e por isso posso admirar.
Estando neste estado,
faço a alegria das putas,
Abuso do meu vocabulário (imundo),
assim que eu gosto.
Palavras cruas e escapulidas,
não voltam atrás.
Assim como a reputação
dos bebâdos rotineiros.
Experimento a vida boêmia por uma noite,
sinto cada estímulo como se durasse anos.
Não me odeie por isso,
Preciso do seu sorriso para continuar.
Com risadas olho máscaras repetidas - patéticas.
A minha máscara, não tiro.
É minha, e você tem a sua.
Respeitemos o teatro.
Foda-se os certinhos, que criticam minhas palavras,
são minhas, eu escrevo o que eu quero.
Ninguém lê mesmo.
Não faço arte, faço poesia.
Por vezes imundas - humanas,
Alcoolizadas - sem freios,
escrevo o que penso.
tentei por anos essa proeza,
Queria estar bebado e ouvir meu coração,
quando ele quer destruir a beleza.
Me odeio por tentar rimas idiotas,
alguns irão contar minhas métricas,
Mas venho para fazer notas,
não esculturas geométricas.
Bebum, pude ver as máscaras.
Analisar cada uma bem devagar.
Ninguém sabe disso,
e por isso posso admirar.
Estando neste estado,
faço a alegria das putas,
Abuso do meu vocabulário (imundo),
assim que eu gosto.
Palavras cruas e escapulidas,
não voltam atrás.
Assim como a reputação
dos bebâdos rotineiros.
Experimento a vida boêmia por uma noite,
sinto cada estímulo como se durasse anos.
Não me odeie por isso,
Preciso do seu sorriso para continuar.
Com risadas olho máscaras repetidas - patéticas.
A minha máscara, não tiro.
É minha, e você tem a sua.
Respeitemos o teatro.
Foda-se os certinhos, que criticam minhas palavras,
são minhas, eu escrevo o que eu quero.
Ninguém lê mesmo.
Não faço arte, faço poesia.
Por vezes imundas - humanas,
Alcoolizadas - sem freios,
escrevo o que penso.
Assinar:
Postagens (Atom)