Percebi que todas minhas palavras são mudas,
Minhas músicas prediletas continuam sendo as mesmas,
Meus autores preferidos não mudaram,
Meus amigos... ah! Esses sim ficaram diferentes.
Alguns sumiram, outros apareceram, e uns dois ou três continuaram.
Apesar de tudo parecer igual,
Meus gostos a cada dia tomam uma nova forma,
Tive cachorros que morreram e por isso hoje tenho outro.
Pessoas amadas morreram, outras nasceram.
Namoradas passaram, outras vieram.
Compreendi, por isso que mulher não se entende, se sente.
Nunca esqueci que crianças gostam de brinquedos
- Prometi a mim mesmo quando pequeno não deixar de lembrar;
Sei que pessoas são diferentes, e isso precisa se respeitar,
Aprendi que quanto mais se exibe o amor, mais se é desprezado.
Assustei, tentando entender porque ninguém gosta do agradável.
A Felicidade ainda não existe.
- Muito boa para pobres mortais ainda tão imperfeitos.
A ciência muda. E porque não? A surda também muda.
Tudo passa. Você passa. Sua juventude passa. A dor também passa.
- Por isso seja bem vindo aos álbuns de fotografia de família do futuro.
Meus erros? Escondo. Mas guardo em um lugar que eu sempre me lembre deles. Sempre.
Não me esqueço de errar. Errar não é tao ruim assim.
Gosto de dormir e acordar tarde. Embora me sinta bem quando acordo cedo.
Não sei se ronco. Nunca escutei.
Gosto do Sol, desde que não me queime a pele.
Espero ansiosamente o fim de tudo,
E quando este chega quero voltar ao começo.
E sou essa bagunça.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Sobre tiros e rosas
Sentado em minha escrivaninha,
Ainda machucado por tiros antigos,
Deixo meu coração sangrar no papel.
Um papel, um lápis, uma luz indireta.
E minhas mãos.
- Meus instrumentos, anestésicos.
Seu retrato.
Agora virado.
Não tenho coragem de jogá-lo fora.
Mas também não quero olhar para ele.
Não merecia sangrar por ele.
Não merece.
Tudo que ele me passa,
é sobre outra pessoa.
Infelizmente eu a amo.
Aquela pessoa.
Ela não existe mais.
Já procurei em lábios distintos,
em olhares apaixonantes,
em sorrios dilacerantes,
em toques suaves.
Não a encontro.
Prometi a mim mesmo, nunca mais pensar nela.
Mas na promessa já estava pensando.
Não vale uma palavra.
Nem mesmo um batimento mais forte no peito.
Definitivamente,
Me cansei dos meus anestésicos.
De agora em diante tentarei mais uma vez.
Costurar minhas feridas,
Cicatrizá-las,
e tatuar um nome diferente em cima.
Mesmo que tudo me mostre você novamente.
Não vou mais continuar mais com essa burrice, idiotice, asnice e outros tantos "ices".
Não pingará mais uma gota de sangue.
Ainda machucado por tiros antigos,
Deixo meu coração sangrar no papel.
Um papel, um lápis, uma luz indireta.
E minhas mãos.
- Meus instrumentos, anestésicos.
Seu retrato.
Agora virado.
Não tenho coragem de jogá-lo fora.
Mas também não quero olhar para ele.
Não merecia sangrar por ele.
Não merece.
Tudo que ele me passa,
é sobre outra pessoa.
Infelizmente eu a amo.
Aquela pessoa.
Ela não existe mais.
Já procurei em lábios distintos,
em olhares apaixonantes,
em sorrios dilacerantes,
em toques suaves.
Não a encontro.
Prometi a mim mesmo, nunca mais pensar nela.
Mas na promessa já estava pensando.
Não vale uma palavra.
Nem mesmo um batimento mais forte no peito.
Definitivamente,
Me cansei dos meus anestésicos.
De agora em diante tentarei mais uma vez.
Costurar minhas feridas,
Cicatrizá-las,
e tatuar um nome diferente em cima.
Mesmo que tudo me mostre você novamente.
Não vou mais continuar mais com essa burrice, idiotice, asnice e outros tantos "ices".
Não pingará mais uma gota de sangue.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Eu e meus botões
Cá eu e meus botões...
E agora você, que me lê.
Ando pensando muito.
De tanto pensar e de pouco agir.
Aliás, penso porque não ajo.
Queria que o passado ressurgisse,
das cinzas que o vento levou,
e a terra engoliu.
Mas de passado, quem vive é museu.
É isso que me angustia,
me crucifica lentamente.
A incerteza do futuro.
Tenho mania de criptografar,
de desmachar em um quebra-cabeça,
os meus sentimentos.
Queria que alguém entendesse.
O teatro continua,
mas e se eu não estiver na platéia?
E se ninguém mais assistir a peça?
O teatro continua?
Queria respostas,
para as minhas equações da vida.
Soluções, conjuntos verdade.
Mas vejo que pra cada incógnita,
obtenho mais uma equação.
E assim prossegue.
Queria apenas ser como todos são.
E não esse ser estranho, que não sabe nem mesmo falar sobre si mesmo.
Que madruga buscando palavras para amenizar dores,
e escrevendo textos que ninguém entende, e quase ninguém lê.
A diferença entre o louco e o são,
é apenas o crédito, ou o descrédito de forma inversa.
O louco diz o que quer e ninguém dá atenção,
O são se auto-flagela engolindo palavras para não ser taxado de louco.
É isso que eu queria escrever.
Mais como um desabafo mesmo.
E agora você, que me lê.
Ando pensando muito.
De tanto pensar e de pouco agir.
Aliás, penso porque não ajo.
Queria que o passado ressurgisse,
das cinzas que o vento levou,
e a terra engoliu.
Mas de passado, quem vive é museu.
É isso que me angustia,
me crucifica lentamente.
A incerteza do futuro.
Tenho mania de criptografar,
de desmachar em um quebra-cabeça,
os meus sentimentos.
Queria que alguém entendesse.
O teatro continua,
mas e se eu não estiver na platéia?
E se ninguém mais assistir a peça?
O teatro continua?
Queria respostas,
para as minhas equações da vida.
Soluções, conjuntos verdade.
Mas vejo que pra cada incógnita,
obtenho mais uma equação.
E assim prossegue.
Queria apenas ser como todos são.
E não esse ser estranho, que não sabe nem mesmo falar sobre si mesmo.
Que madruga buscando palavras para amenizar dores,
e escrevendo textos que ninguém entende, e quase ninguém lê.
A diferença entre o louco e o são,
é apenas o crédito, ou o descrédito de forma inversa.
O louco diz o que quer e ninguém dá atenção,
O são se auto-flagela engolindo palavras para não ser taxado de louco.
É isso que eu queria escrever.
Mais como um desabafo mesmo.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Apenas palavras
Tento alcançar a leveza do ar,
mas minhas palavras são pesos no meu coração.
Tento no seu mundo me amarrar,
mas minhas palavras são asas para a imensidão.
Tão arrogantes e exibicionistas,
Só sabem falar ao seu próprio respeito,
Contrapondo minhas concepções otimistas,
Só vêm para dilacerar o meu peito.
Completando a transmutação,
elas levam consigo pro papel,
acreditando ser a minha salvação,
meu espaço reservado no céu.
Mas ainda cá continuo,
ainda escrevendo como um escravo,
saciando o meu vício para qual isinuo,
rosnando como um cão bravo.
Minha amiga voltou,
e me faz companhia,
Você me machucou,
mas é você quem eu queria.
mas minhas palavras são pesos no meu coração.
Tento no seu mundo me amarrar,
mas minhas palavras são asas para a imensidão.
Tão arrogantes e exibicionistas,
Só sabem falar ao seu próprio respeito,
Contrapondo minhas concepções otimistas,
Só vêm para dilacerar o meu peito.
Completando a transmutação,
elas levam consigo pro papel,
acreditando ser a minha salvação,
meu espaço reservado no céu.
Mas ainda cá continuo,
ainda escrevendo como um escravo,
saciando o meu vício para qual isinuo,
rosnando como um cão bravo.
Minha amiga voltou,
e me faz companhia,
Você me machucou,
mas é você quem eu queria.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Insensatez
Descubro coisas que nunca pensei saber.
Sinto sentimentos que nunca pensei amar.
Escrevo palavras que nunca pensei escrever.
Experimento novidades que nunca pensei provar.
Carrego comigo um pedido de perdão,
Do tamanho dos meus erros,
Erros que cometi, e erros que cometerei.
Não tenho medo de errar,
Para o erro existe o perdão.
Aliás, pretendo errar,
Quero sentir a poesia de cada erro.
Perdoe-me aliás, pelas minhas frases desconexas,
Palavras que parecem desligadas,
Faço versos sem sentido, mas nunca sem sentimento.
Sinto sentimentos que nunca pensei amar.
Escrevo palavras que nunca pensei escrever.
Experimento novidades que nunca pensei provar.
Carrego comigo um pedido de perdão,
Do tamanho dos meus erros,
Erros que cometi, e erros que cometerei.
Não tenho medo de errar,
Para o erro existe o perdão.
Aliás, pretendo errar,
Quero sentir a poesia de cada erro.
Perdoe-me aliás, pelas minhas frases desconexas,
Palavras que parecem desligadas,
Faço versos sem sentido, mas nunca sem sentimento.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Palavras de um bebum
OH! Não se assuste em vão,
tentei por anos essa proeza,
Queria estar bebado e ouvir meu coração,
quando ele quer destruir a beleza.
Me odeio por tentar rimas idiotas,
alguns irão contar minhas métricas,
Mas venho para fazer notas,
não esculturas geométricas.
Bebum, pude ver as máscaras.
Analisar cada uma bem devagar.
Ninguém sabe disso,
e por isso posso admirar.
Estando neste estado,
faço a alegria das putas,
Abuso do meu vocabulário (imundo),
assim que eu gosto.
Palavras cruas e escapulidas,
não voltam atrás.
Assim como a reputação
dos bebâdos rotineiros.
Experimento a vida boêmia por uma noite,
sinto cada estímulo como se durasse anos.
Não me odeie por isso,
Preciso do seu sorriso para continuar.
Com risadas olho máscaras repetidas - patéticas.
A minha máscara, não tiro.
É minha, e você tem a sua.
Respeitemos o teatro.
Foda-se os certinhos, que criticam minhas palavras,
são minhas, eu escrevo o que eu quero.
Ninguém lê mesmo.
Não faço arte, faço poesia.
Por vezes imundas - humanas,
Alcoolizadas - sem freios,
escrevo o que penso.
tentei por anos essa proeza,
Queria estar bebado e ouvir meu coração,
quando ele quer destruir a beleza.
Me odeio por tentar rimas idiotas,
alguns irão contar minhas métricas,
Mas venho para fazer notas,
não esculturas geométricas.
Bebum, pude ver as máscaras.
Analisar cada uma bem devagar.
Ninguém sabe disso,
e por isso posso admirar.
Estando neste estado,
faço a alegria das putas,
Abuso do meu vocabulário (imundo),
assim que eu gosto.
Palavras cruas e escapulidas,
não voltam atrás.
Assim como a reputação
dos bebâdos rotineiros.
Experimento a vida boêmia por uma noite,
sinto cada estímulo como se durasse anos.
Não me odeie por isso,
Preciso do seu sorriso para continuar.
Com risadas olho máscaras repetidas - patéticas.
A minha máscara, não tiro.
É minha, e você tem a sua.
Respeitemos o teatro.
Foda-se os certinhos, que criticam minhas palavras,
são minhas, eu escrevo o que eu quero.
Ninguém lê mesmo.
Não faço arte, faço poesia.
Por vezes imundas - humanas,
Alcoolizadas - sem freios,
escrevo o que penso.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Sobre ventos e desvaneios
Não me faz mal,
sentir assim tão desolado,
Assim tão normal,
tão apagado.
Me faz mal,
sentir que desperdiço palavras,
que não servem praticamente pra nada.
Mas que ainda guardo com estima.
Assim como recitar versos de amor,
a uma prostituta.
Assim como sentar-se em um bar,
e falar de paixões e amores.
Elas e eles são têm mais semelhança,
do que julga qualquer vã filosofia.
Quem me entender elas, me entenderá eles.
Não sou difícil de entender,
Sou difícil de explicar.
Contudo, são palavras que nunca serão ouvidas,
Nunca atingem nenhum coração,
Mas que formam meu rebanho,
Nesse pasto-imensidão.
sentir assim tão desolado,
Assim tão normal,
tão apagado.
Me faz mal,
sentir que desperdiço palavras,
que não servem praticamente pra nada.
Mas que ainda guardo com estima.
Assim como recitar versos de amor,
a uma prostituta.
Assim como sentar-se em um bar,
e falar de paixões e amores.
Elas e eles são têm mais semelhança,
do que julga qualquer vã filosofia.
Quem me entender elas, me entenderá eles.
Não sou difícil de entender,
Sou difícil de explicar.
Contudo, são palavras que nunca serão ouvidas,
Nunca atingem nenhum coração,
Mas que formam meu rebanho,
Nesse pasto-imensidão.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Madrugadas
Madrugadas,
Escuras e frias,
Quando respirar deixa de ser apenas uma tentativa de sobrevivência,
e passa a ser melodia.
Onde o ar deixa de ser apenas parte do ambiente,
para se transformar em instrumento musical.
Quando versos, poemas, pensamentos e filosofias,
abordam e encharcam a mente,
Pedem para formarem a letra da música,
que não canta.
Suspira.
Vezes para a solidão, companheira fiel,
Vezes para pessoas, que são tão momentos quanto figuras nas nuvens no céu.
Vezes para a musa, tão intocável e silenciosa - e fria.
Não são apenas palavras,
são sentimentos,
são meu pedaços,
agora seus.
Escuras e frias,
Quando respirar deixa de ser apenas uma tentativa de sobrevivência,
e passa a ser melodia.
Onde o ar deixa de ser apenas parte do ambiente,
para se transformar em instrumento musical.
Quando versos, poemas, pensamentos e filosofias,
abordam e encharcam a mente,
Pedem para formarem a letra da música,
que não canta.
Suspira.
Vezes para a solidão, companheira fiel,
Vezes para pessoas, que são tão momentos quanto figuras nas nuvens no céu.
Vezes para a musa, tão intocável e silenciosa - e fria.
Não são apenas palavras,
são sentimentos,
são meu pedaços,
agora seus.
domingo, 30 de novembro de 2008
Remédio
Eu quero um remédio,
não para doença,
mas para a paradez, o tédio.
Assassinaram minha crença,
Fizeram das minhas palavras, um assédio.
Destruíram minha infância,
Estragaram meus brinquedos,
Me deram responsabilidades, sem importância,
Me fizeram um homem quase sem medos.
Também me deram um grafite,
e um papel velho abandonado,
Esqueceram-se do meu palpite,
e do meu lado transtornado.
Do papel sujo e esquecido,
Faço um porta-poema - não menos abandonado,
exceto por mim - um egoísta alucinado,
Que não empresta as palavras para qualquer alma.
Se alguém quiser vê-las,
precisa primeiramente entendên-los.
Assim tão difícil, como que me achando Pessoa,
Sou assim, e para me entender basta vê-las.
E para vê-las, precisa entendê-los.
não para doença,
mas para a paradez, o tédio.
Assassinaram minha crença,
Fizeram das minhas palavras, um assédio.
Destruíram minha infância,
Estragaram meus brinquedos,
Me deram responsabilidades, sem importância,
Me fizeram um homem quase sem medos.
Também me deram um grafite,
e um papel velho abandonado,
Esqueceram-se do meu palpite,
e do meu lado transtornado.
Do papel sujo e esquecido,
Faço um porta-poema - não menos abandonado,
exceto por mim - um egoísta alucinado,
Que não empresta as palavras para qualquer alma.
Se alguém quiser vê-las,
precisa primeiramente entendên-los.
Assim tão difícil, como que me achando Pessoa,
Sou assim, e para me entender basta vê-las.
E para vê-las, precisa entendê-los.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cansaço
Cansado.
Não cansado como se cansa de correr,
ou se cansa de pensar,
tão menos cansado de viver,
é como alguém que se cansa de amar.
É vontade,
de sentir a chuva molhar a pele,
de sentir o gosto da terra,
de abraçar uma árvore,
de correr nas ruas da minha infância,
jogar bola com os moleques,
soltar peão, empinar pipa,
andar de bicicleta,
correr...
Não como se corre para manter a forma,
ou para manter a saúde,
Ou correr contra o tempo,
que a cada dia fica mais curto.
Correr para o nada,
sem dever nada.
Não cansado como se cansa de correr,
ou se cansa de pensar,
tão menos cansado de viver,
é como alguém que se cansa de amar.
É vontade,
de sentir a chuva molhar a pele,
de sentir o gosto da terra,
de abraçar uma árvore,
de correr nas ruas da minha infância,
jogar bola com os moleques,
soltar peão, empinar pipa,
andar de bicicleta,
correr...
Não como se corre para manter a forma,
ou para manter a saúde,
Ou correr contra o tempo,
que a cada dia fica mais curto.
Correr para o nada,
sem dever nada.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Espelhos
Já não sei onde estou,
Nessa sala de espelhos.
Não dá para saber quem sou,
Com tantos clones semelhos.
Olho para o outro,
e vejo meus olhos com inocência.
São provas silenciosas
de que continua a essência.
Mudo de corpo a cada momento,
Escolho qual me satisfaz.
Com tantas alternativas sem escolhas,
a decisão é fugaz.
Quando entrares na sala especular,
Tenha consigo uma pedra-sorriso,
É tudo que basta para me quebrar.
domingo, 26 de outubro de 2008
De olhos tapados
Sabe aquele garoto,
assim tão sem-graça,
com sorriso no rosto,
querendo não magoar ninguém?
Ele é daqueles garotos,
que se tiver algum,
não têm muitos talentos,
nem muitas habilidades.
Sabe aquele rapaz?
Aquele que é forte e valente?
Na verdade é aquele garotinho.
Que chora quando está escuro,
Que chama sua mãe quando quer carinho.
É aquele rapaz que diz coisas sem sentido,
que ninguém parece entender - ou finge não entender.
É aquele rapaz que tapa os olhos para ver um caminho.
Na fiel esperança,
De que o caminho irá tapar o garotinho.
Sabe aquele rapaz?
Que é garotinho?
Só deseja um sorriso,
Fora isso,
Tape os olhos,
e veja novos caminhos.
sábado, 18 de outubro de 2008
O que você faz?
Chegado o momento,
Nenhuma invenção humana causou bem a natureza.
Nenhuma ação foi pensada racionalmente.
Nenhum pensamento humano respeitou o ambiente.
Um lápis simples dizima florestas,
Uma roupa polui águas e mata animais.
Nada respeita a troca equivalente.
Nenhum alimento industrializado alimenta.
Apenas mata, aos poucos.
Mas é o que se tem para comer.
E o que vai acontecer?
Quem vai parar o sistema?
Rezo para que a morte seja rápida, e sem dores.
Para mim, para as plantas e animais, e para vocês.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Medo
Sinto medo.
Pronto estou dizendo, o que sinto agora.
Um medo não sei de quê, vindo não sei de onde, de uma presença que persegue por todos os cantos que se vá.
Mas é o que me estimula. Medo não é covardia. Covardia é ser subordinado a ele.
Mas creio que o medo vem das coisas novas.
Você teme pessoas que não conhece, lugares que não conhece, comidas que não conhece.
Caracterizado. Entende-se o medo.
Agora é possível lidar com este fantasma.
Abrace-o. Arrisque-se.
Não vim aqui dar dicas de como lidar com o medo,
e hoje tão menos para escrever versos.
Vim me organizar.
Entendi o medo. Espero que tenha entedido também.
Vem comigo?
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