Descubro coisas que nunca pensei saber.
Sinto sentimentos que nunca pensei amar.
Escrevo palavras que nunca pensei escrever.
Experimento novidades que nunca pensei provar.
Carrego comigo um pedido de perdão,
Do tamanho dos meus erros,
Erros que cometi, e erros que cometerei.
Não tenho medo de errar,
Para o erro existe o perdão.
Aliás, pretendo errar,
Quero sentir a poesia de cada erro.
Perdoe-me aliás, pelas minhas frases desconexas,
Palavras que parecem desligadas,
Faço versos sem sentido, mas nunca sem sentimento.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
domingo, 14 de dezembro de 2008
Palavras de um bebum
OH! Não se assuste em vão,
tentei por anos essa proeza,
Queria estar bebado e ouvir meu coração,
quando ele quer destruir a beleza.
Me odeio por tentar rimas idiotas,
alguns irão contar minhas métricas,
Mas venho para fazer notas,
não esculturas geométricas.
Bebum, pude ver as máscaras.
Analisar cada uma bem devagar.
Ninguém sabe disso,
e por isso posso admirar.
Estando neste estado,
faço a alegria das putas,
Abuso do meu vocabulário (imundo),
assim que eu gosto.
Palavras cruas e escapulidas,
não voltam atrás.
Assim como a reputação
dos bebâdos rotineiros.
Experimento a vida boêmia por uma noite,
sinto cada estímulo como se durasse anos.
Não me odeie por isso,
Preciso do seu sorriso para continuar.
Com risadas olho máscaras repetidas - patéticas.
A minha máscara, não tiro.
É minha, e você tem a sua.
Respeitemos o teatro.
Foda-se os certinhos, que criticam minhas palavras,
são minhas, eu escrevo o que eu quero.
Ninguém lê mesmo.
Não faço arte, faço poesia.
Por vezes imundas - humanas,
Alcoolizadas - sem freios,
escrevo o que penso.
tentei por anos essa proeza,
Queria estar bebado e ouvir meu coração,
quando ele quer destruir a beleza.
Me odeio por tentar rimas idiotas,
alguns irão contar minhas métricas,
Mas venho para fazer notas,
não esculturas geométricas.
Bebum, pude ver as máscaras.
Analisar cada uma bem devagar.
Ninguém sabe disso,
e por isso posso admirar.
Estando neste estado,
faço a alegria das putas,
Abuso do meu vocabulário (imundo),
assim que eu gosto.
Palavras cruas e escapulidas,
não voltam atrás.
Assim como a reputação
dos bebâdos rotineiros.
Experimento a vida boêmia por uma noite,
sinto cada estímulo como se durasse anos.
Não me odeie por isso,
Preciso do seu sorriso para continuar.
Com risadas olho máscaras repetidas - patéticas.
A minha máscara, não tiro.
É minha, e você tem a sua.
Respeitemos o teatro.
Foda-se os certinhos, que criticam minhas palavras,
são minhas, eu escrevo o que eu quero.
Ninguém lê mesmo.
Não faço arte, faço poesia.
Por vezes imundas - humanas,
Alcoolizadas - sem freios,
escrevo o que penso.
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Sobre ventos e desvaneios
Não me faz mal,
sentir assim tão desolado,
Assim tão normal,
tão apagado.
Me faz mal,
sentir que desperdiço palavras,
que não servem praticamente pra nada.
Mas que ainda guardo com estima.
Assim como recitar versos de amor,
a uma prostituta.
Assim como sentar-se em um bar,
e falar de paixões e amores.
Elas e eles são têm mais semelhança,
do que julga qualquer vã filosofia.
Quem me entender elas, me entenderá eles.
Não sou difícil de entender,
Sou difícil de explicar.
Contudo, são palavras que nunca serão ouvidas,
Nunca atingem nenhum coração,
Mas que formam meu rebanho,
Nesse pasto-imensidão.
sentir assim tão desolado,
Assim tão normal,
tão apagado.
Me faz mal,
sentir que desperdiço palavras,
que não servem praticamente pra nada.
Mas que ainda guardo com estima.
Assim como recitar versos de amor,
a uma prostituta.
Assim como sentar-se em um bar,
e falar de paixões e amores.
Elas e eles são têm mais semelhança,
do que julga qualquer vã filosofia.
Quem me entender elas, me entenderá eles.
Não sou difícil de entender,
Sou difícil de explicar.
Contudo, são palavras que nunca serão ouvidas,
Nunca atingem nenhum coração,
Mas que formam meu rebanho,
Nesse pasto-imensidão.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Madrugadas
Madrugadas,
Escuras e frias,
Quando respirar deixa de ser apenas uma tentativa de sobrevivência,
e passa a ser melodia.
Onde o ar deixa de ser apenas parte do ambiente,
para se transformar em instrumento musical.
Quando versos, poemas, pensamentos e filosofias,
abordam e encharcam a mente,
Pedem para formarem a letra da música,
que não canta.
Suspira.
Vezes para a solidão, companheira fiel,
Vezes para pessoas, que são tão momentos quanto figuras nas nuvens no céu.
Vezes para a musa, tão intocável e silenciosa - e fria.
Não são apenas palavras,
são sentimentos,
são meu pedaços,
agora seus.
Escuras e frias,
Quando respirar deixa de ser apenas uma tentativa de sobrevivência,
e passa a ser melodia.
Onde o ar deixa de ser apenas parte do ambiente,
para se transformar em instrumento musical.
Quando versos, poemas, pensamentos e filosofias,
abordam e encharcam a mente,
Pedem para formarem a letra da música,
que não canta.
Suspira.
Vezes para a solidão, companheira fiel,
Vezes para pessoas, que são tão momentos quanto figuras nas nuvens no céu.
Vezes para a musa, tão intocável e silenciosa - e fria.
Não são apenas palavras,
são sentimentos,
são meu pedaços,
agora seus.
domingo, 30 de novembro de 2008
Remédio
Eu quero um remédio,
não para doença,
mas para a paradez, o tédio.
Assassinaram minha crença,
Fizeram das minhas palavras, um assédio.
Destruíram minha infância,
Estragaram meus brinquedos,
Me deram responsabilidades, sem importância,
Me fizeram um homem quase sem medos.
Também me deram um grafite,
e um papel velho abandonado,
Esqueceram-se do meu palpite,
e do meu lado transtornado.
Do papel sujo e esquecido,
Faço um porta-poema - não menos abandonado,
exceto por mim - um egoísta alucinado,
Que não empresta as palavras para qualquer alma.
Se alguém quiser vê-las,
precisa primeiramente entendên-los.
Assim tão difícil, como que me achando Pessoa,
Sou assim, e para me entender basta vê-las.
E para vê-las, precisa entendê-los.
não para doença,
mas para a paradez, o tédio.
Assassinaram minha crença,
Fizeram das minhas palavras, um assédio.
Destruíram minha infância,
Estragaram meus brinquedos,
Me deram responsabilidades, sem importância,
Me fizeram um homem quase sem medos.
Também me deram um grafite,
e um papel velho abandonado,
Esqueceram-se do meu palpite,
e do meu lado transtornado.
Do papel sujo e esquecido,
Faço um porta-poema - não menos abandonado,
exceto por mim - um egoísta alucinado,
Que não empresta as palavras para qualquer alma.
Se alguém quiser vê-las,
precisa primeiramente entendên-los.
Assim tão difícil, como que me achando Pessoa,
Sou assim, e para me entender basta vê-las.
E para vê-las, precisa entendê-los.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Cansaço
Cansado.
Não cansado como se cansa de correr,
ou se cansa de pensar,
tão menos cansado de viver,
é como alguém que se cansa de amar.
É vontade,
de sentir a chuva molhar a pele,
de sentir o gosto da terra,
de abraçar uma árvore,
de correr nas ruas da minha infância,
jogar bola com os moleques,
soltar peão, empinar pipa,
andar de bicicleta,
correr...
Não como se corre para manter a forma,
ou para manter a saúde,
Ou correr contra o tempo,
que a cada dia fica mais curto.
Correr para o nada,
sem dever nada.
Não cansado como se cansa de correr,
ou se cansa de pensar,
tão menos cansado de viver,
é como alguém que se cansa de amar.
É vontade,
de sentir a chuva molhar a pele,
de sentir o gosto da terra,
de abraçar uma árvore,
de correr nas ruas da minha infância,
jogar bola com os moleques,
soltar peão, empinar pipa,
andar de bicicleta,
correr...
Não como se corre para manter a forma,
ou para manter a saúde,
Ou correr contra o tempo,
que a cada dia fica mais curto.
Correr para o nada,
sem dever nada.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Espelhos
Já não sei onde estou,
Nessa sala de espelhos.
Não dá para saber quem sou,
Com tantos clones semelhos.
Olho para o outro,
e vejo meus olhos com inocência.
São provas silenciosas
de que continua a essência.
Mudo de corpo a cada momento,
Escolho qual me satisfaz.
Com tantas alternativas sem escolhas,
a decisão é fugaz.
Quando entrares na sala especular,
Tenha consigo uma pedra-sorriso,
É tudo que basta para me quebrar.
domingo, 26 de outubro de 2008
De olhos tapados
Sabe aquele garoto,
assim tão sem-graça,
com sorriso no rosto,
querendo não magoar ninguém?
Ele é daqueles garotos,
que se tiver algum,
não têm muitos talentos,
nem muitas habilidades.
Sabe aquele rapaz?
Aquele que é forte e valente?
Na verdade é aquele garotinho.
Que chora quando está escuro,
Que chama sua mãe quando quer carinho.
É aquele rapaz que diz coisas sem sentido,
que ninguém parece entender - ou finge não entender.
É aquele rapaz que tapa os olhos para ver um caminho.
Na fiel esperança,
De que o caminho irá tapar o garotinho.
Sabe aquele rapaz?
Que é garotinho?
Só deseja um sorriso,
Fora isso,
Tape os olhos,
e veja novos caminhos.
sábado, 18 de outubro de 2008
O que você faz?
Chegado o momento,
Nenhuma invenção humana causou bem a natureza.
Nenhuma ação foi pensada racionalmente.
Nenhum pensamento humano respeitou o ambiente.
Um lápis simples dizima florestas,
Uma roupa polui águas e mata animais.
Nada respeita a troca equivalente.
Nenhum alimento industrializado alimenta.
Apenas mata, aos poucos.
Mas é o que se tem para comer.
E o que vai acontecer?
Quem vai parar o sistema?
Rezo para que a morte seja rápida, e sem dores.
Para mim, para as plantas e animais, e para vocês.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Medo
Sinto medo.
Pronto estou dizendo, o que sinto agora.
Um medo não sei de quê, vindo não sei de onde, de uma presença que persegue por todos os cantos que se vá.
Mas é o que me estimula. Medo não é covardia. Covardia é ser subordinado a ele.
Mas creio que o medo vem das coisas novas.
Você teme pessoas que não conhece, lugares que não conhece, comidas que não conhece.
Caracterizado. Entende-se o medo.
Agora é possível lidar com este fantasma.
Abrace-o. Arrisque-se.
Não vim aqui dar dicas de como lidar com o medo,
e hoje tão menos para escrever versos.
Vim me organizar.
Entendi o medo. Espero que tenha entedido também.
Vem comigo?
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Destoando
Incrível é como as coisas acontecem. Um das melhores coisas é separar um cantinho no coração para as pessoas que ama, ou que gosta, ou que conhece. Incrível como tudo flui naturalmente, como um sorriso muda a vida de uma pessoa. Como palavras cuidadosamente separadas pelo coração, sendo assim tão "impensadas" podem dar um novo tom, uma nova cor. É como uma fotografia de uma árvore em preto e branco, em que uma flor tem cor. Distoa. E vibra. E novas melodias ditarão um novo ritmo. Como é bom se deixar levar no barco para o futuro, e tentar aproveitar cada segundo da viagem. Fazer tudo como se amanhã não fosse acontecer o amanhã. É uma nova aura. É a esperança, e a felicidade que se aliam e vêm fazer companhia a nós. Não mais ela e eu. Agora são vocês e eu. Um grupo. Cansei de dualidades. Duetos, provacando tristes sonetos. Minha vontade não é mais de gritar, e sim de cantar. E dançar a música, e não me importar com o que vão conversar. Aproveito o dia, da minha forma. Que se julgue a pior, mas já foi dito. Sem julgamentos, sem ressentimentos. Eu sigo o meu caminho, escolho o meu futuro. E eu escolho você. Rainho de sol, brilhando no alvorecer. Vivo tudo, não quero apenas fotografias em carvão-papel, quero pintar com cores novas. Destoar.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Refúgio
Procuro um lugar só meu
- Mas também pode ser seu.
Até porquê já cansei de encarar minha amiga.
- Muito imprudente, ela.
Quero um lugar com água, céu e brisa,
- Um pouco de música não faz mal.
Quero a ignorância e a simplicidade
- Saber cansa, e para viver precisa saber.
Quero também um par de asas,
- Para aproveitar o céu que eu desejo.
Quero um coração limpo e sincero
- Ou que tente ser sincero ao me amar.
Quero a desorganização,
- Um tanto arte, um tanto destruição.
Quero, quero. Quero?
Posso, posso. Posso?
São apenas palavras jogadas,
Psicografadas de um coração "morto".
Mas que insiste em bater,
No débil instinto de viver.
- Mas também pode ser seu.
Até porquê já cansei de encarar minha amiga.
- Muito imprudente, ela.
Quero um lugar com água, céu e brisa,
- Um pouco de música não faz mal.
Quero a ignorância e a simplicidade
- Saber cansa, e para viver precisa saber.
Quero também um par de asas,
- Para aproveitar o céu que eu desejo.
Quero um coração limpo e sincero
- Ou que tente ser sincero ao me amar.
Quero a desorganização,
- Um tanto arte, um tanto destruição.
Quero, quero. Quero?
Posso, posso. Posso?
São apenas palavras jogadas,
Psicografadas de um coração "morto".
Mas que insiste em bater,
No débil instinto de viver.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Flechas
Uma palavra proferida jamais volta atrás,
Diz um provérbio.
Um palavra pró-ferida qual uma flecha,
usada para dilacerar a carne,
Fica sempre perdida no que os físicos
poderiam nomear de tempo-espaço;
- e que eu nomeio de lembrança.
Porém qual a flecha, existe o remédio,
o remédio que cura a dor, que cicatriza o corte.
Uma palavra assim, potencializada pelo arrependimento,
tem mil vezes o valor da palavra-flecha.
A palavra doce e amiga,
que flui não flui apenas dos lábios,
mas de dentro do peito.
Diz um provérbio.
Um palavra pró-ferida qual uma flecha,
usada para dilacerar a carne,
Fica sempre perdida no que os físicos
poderiam nomear de tempo-espaço;
- e que eu nomeio de lembrança.
Porém qual a flecha, existe o remédio,
o remédio que cura a dor, que cicatriza o corte.
Uma palavra assim, potencializada pelo arrependimento,
tem mil vezes o valor da palavra-flecha.
A palavra doce e amiga,
que flui não flui apenas dos lábios,
mas de dentro do peito.
domingo, 3 de agosto de 2008
"Ame, pois, a vida."
E ele seguia assim...
O mundo por si só já bastava.
Para qualquer dor,
existe uma anestesia.
Para uns, o vício,
Para outros, a poesia.
Assim munido,
as feridas cicatrizam.
A dor passa.
E as marcas se eternizam.
Quando o vento trocar as páginas do livro,
E roçar nossas faces, levando com ele, a juventude,
Quando o sorriso vigoroso se tornar uma curva deformada,
E nossas mãos trêmulas demais para segurar uma caneta,
e não conseguir rascunhar um papel.
Me perguntarão o que fiz da vida.
Responderei, singelamente.
A Amei.
O mundo por si só já bastava.
Para qualquer dor,
existe uma anestesia.
Para uns, o vício,
Para outros, a poesia.
Assim munido,
as feridas cicatrizam.
A dor passa.
E as marcas se eternizam.
Quando o vento trocar as páginas do livro,
E roçar nossas faces, levando com ele, a juventude,
Quando o sorriso vigoroso se tornar uma curva deformada,
E nossas mãos trêmulas demais para segurar uma caneta,
e não conseguir rascunhar um papel.
Me perguntarão o que fiz da vida.
Responderei, singelamente.
A Amei.
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